Chabrol chegou a dizer na cara do Bazin tudo o que ele pensava de Wyler ou ele só passou a pensar o que depois pensou sobre Wyler após a morte de Bazin?
Lendo uma entrevista dele de 62, está lá o elogio supremo a Lang, a Hawks sutilmente meio centímetro a baixo, a relativização de Welles e a relação com Hitchcock como objeto, como um cineasta admirado cuna obra era apropriada para o emprego de um método crítico.
O método antes do cineasta.
Não professa
Assume
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Fire in the River
Mineiros e paulistas talvez não tenham visto esse pequeno clássico do cinema portenho-carioca.
Quem tem Engenhão não teme o Monumental.
O temor é sempre o carioca, o Madureira, o Friburguense, o Americano
Ainda sem abandonar o cinema, acredito que Extremo Sul, da Monica Schmidt, é realmente melhor do que eu havia percebido de primeira.
Claudio Zinca vivia alertando. Só agora revi
E o Zinca?
Quem tem Engenhão não teme o Monumental.
O temor é sempre o carioca, o Madureira, o Friburguense, o Americano
Ainda sem abandonar o cinema, acredito que Extremo Sul, da Monica Schmidt, é realmente melhor do que eu havia percebido de primeira.
Claudio Zinca vivia alertando. Só agora revi
E o Zinca?
terça-feira, 18 de setembro de 2007
fogo no alpendre
voltamos ao g 4
do amigo sergio alpendre não discordo mais
freguês tem razão sempre
e esse é tão Fiel que, como fazemos como os Galos, nem cobramos mais os 10%
Dunga, ainda há tempo: tenha dó não, mete o Dodô
do amigo sergio alpendre não discordo mais
freguês tem razão sempre
e esse é tão Fiel que, como fazemos como os Galos, nem cobramos mais os 10%
Dunga, ainda há tempo: tenha dó não, mete o Dodô
alguém em casa?
no Orkut, um amigo só, por acidente
nos esboços, nem um curto, só ausência
o autismo se consolida
é da ordem da hipervisibilidade a visibilidade nenhuma
nos esboços, nem um curto, só ausência
o autismo se consolida
é da ordem da hipervisibilidade a visibilidade nenhuma
sábado, 15 de setembro de 2007
Apichatpong
O crítico Paulo Santos Lima acha cedo para afirmar, antes de começar o Festival do Rio, que Síndrome e o Século pode ser o grande filme do evento.
Pode ser não é será.
E se essa obra única de Apichatpong não puder ser, em qualquer programação, então o que poderá? O que será? O que é?
E isso porque essa obra é única apesar das recorrências em relação aos filmes anteriores do diretor, única porque parece despida de codificações, única porque parece estar inventando outro cinema, sem levar em conta nada anterior, única porque insiste em ser um mistério.
Como já se disse, o fílmico começa onde terminam as palavras para se chegar a ele
Foi revisão. E um terceira se impõe logo
Pode ser não é será.
E se essa obra única de Apichatpong não puder ser, em qualquer programação, então o que poderá? O que será? O que é?
E isso porque essa obra é única apesar das recorrências em relação aos filmes anteriores do diretor, única porque parece despida de codificações, única porque parece estar inventando outro cinema, sem levar em conta nada anterior, única porque insiste em ser um mistério.
Como já se disse, o fílmico começa onde terminam as palavras para se chegar a ele
Foi revisão. E um terceira se impõe logo
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Beto Brant nos anos 80 e nos 2000
O Beto Brant de Dov é Meneghetti é o mesmo de Matadores? E o de O Invasor é o mesmo
de Cão sem Dono?
Sim e não.
É o mesmo porque é o mesmo.
Não é o mesmo porque o diretor reage de maneiras diferentes em forma de cinema
Reage ao cinema, a sua vontade de cinema, a seu momento em sentido amplo
O Beto Brant de Dov é Meneghetti é o Beto Brant daquela virada de 80 pra 90
O de Os Matadores é o dos anos 90
O de Os Invasores, dos anos 2000
O de Cão sem Dono, o de 2006/2007 ]
O mesmo Beto Brant em diferentes momentos
de Cão sem Dono?
Sim e não.
É o mesmo porque é o mesmo.
Não é o mesmo porque o diretor reage de maneiras diferentes em forma de cinema
Reage ao cinema, a sua vontade de cinema, a seu momento em sentido amplo
O Beto Brant de Dov é Meneghetti é o Beto Brant daquela virada de 80 pra 90
O de Os Matadores é o dos anos 90
O de Os Invasores, dos anos 2000
O de Cão sem Dono, o de 2006/2007 ]
O mesmo Beto Brant em diferentes momentos
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Minha Aldeia
Em frente ao Parque da Aclimação, há uma academia.
No segundo andar dela, pessoas correndo em esteiras, de frente para a janela , olhando do alto o Parque.
No Parque, pessoas correndo.
?
***
No segundo andar dela, pessoas correndo em esteiras, de frente para a janela , olhando do alto o Parque.
No Parque, pessoas correndo.
?
***
A Aclimação e arredores, até as proximidades da Estação Paraiso, tem acento do Oriente: as ruas e bares são marcadas pela presença de japoneses, chineses, coreanos, libaneses, sírios, palestinos, muitos falando em seus idiomas originais, outros com roupas caracterizadoras da origem.
Em um espaço de 50 metros, há três casas de comida árabe. Uma de esquina é o ponto de encontro de todas essas origens, em geral sentadas na mesma mesa, em geral unidas pela atração entre os sexos, compondo casais ou candidatos a....
Mas esse ponto de encontro do Oriente fechou um tempo para reforma, mudou de dono aparentemente, tirou tudo do ambiente que remetia ao Líbano e, ai, ai, aumentou o preço e piorou a comida.
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Fast Food Nation
1) Luiz Gúsman é um motorista que transporta mexicanos ilegais. Barba desgrenhada, aquela roupa típica da mexicanidade sem refinamento, óculos"característicos". Não afirmarei que, se fores atravessar a fronteira do México com os EUA, não haja a possibilidade, talvez bastante concreta, de encontrar um tipo assim. Porém, o que muitos, ainda hoje, ignoram é que, mesmo quando se baseia em acontecimentos ou re-(a)presenta pessoas. o cinema tem lógica própria. Tomemos as reações de alguns críticos ao delegeado Fleury interpretado por Cassio Gabus Mendes em Batismo de Sangue. Ora, Fleury, segundo relatam, era um monstro. Mas para criar uma imagem de monstro é preciso encontrar o tom e a melhor forma para se estabelecer esse efeito de monstruosidade. Não basta mostrar o personagem com cara de coisa-ruim, tampouco tirando sangue de torturados, para termos na tela uma imagem capaz de nos levar a crer nela. O estatuto do cinema é diferente da experiência vivida fora da ficção. Pois então: Gúsman pode até ser igualzinho aos motoirstas de van que transportam imigrantes cladestinos, mas, na tela, parece atender a uma certa imagem já disseminada desse tipo de personagem: o mexicano bronco.
2) Bruce Willis certamente faz participação de uma única sequência, na qual aparece sentado comendo em uma lanchonete com Greg Kinnear, apenas porque assim quis o diretor Richard Linklater. Uma aparição de estrela. No entanto, se é para ser estrela em aparição, Willis resolve levar a sério. E levar a sério essa participação significa "roubar a cena". A expressão andou sendo tão surrada nas mãos de escribas pautados por slogans vazios que não parece significar mais nada para além de uma "interpretação show". Porém, quando há o show de interpretação, não há roubo. O show é a cena. Roubar a cena tal qual faz Willis é adaptar a cena à sua interpretação, jamais a interpretação à cena, e encaminhá-la para um tom e uma direção dados menos pela situação e mais pelo ator. Em outras palavras, ao terminar a cena, o que aconteceu, nela, foi só o "roubo". Tais momentos, tal qual esse de Willis, parecem à parte, como se fossem de outro filme, porque o ator, naqueles segundos ou minutos, é um filme em si.
3) Catalina Sandino Moreno estreou com Maria Cheia de Graça (2004), pelo qual foi indicada ao Oscar, e apareceu depois disso em outros seis filmes em três anos. Tendo ganho visibilidade com o primeiro trabalho, na pele de uma colombiana em atividade ilegal nos EUA, esse tipo de personagem parece ter pautado sua curta carreira. No episódio de Walter Salles e Daniela Thomas em Paris Te Amo, ela é a imigrante latina na França. Em Fast Food Nation, uma imigrante ilegal nos EUA. Curiosamente, Catharina ainda não trabalhou, até o momento, com nenhum diretor de seu país, a Colômbia, tampouco com realizadores da América hispânica. Suas atuações foram dirigidas por três americanos, dois brasileiros e por um espanhol. É uma latino-americana transnacional, mas, sempre, vivendo as agruras de mulheres latinas no mundo
2) Bruce Willis certamente faz participação de uma única sequência, na qual aparece sentado comendo em uma lanchonete com Greg Kinnear, apenas porque assim quis o diretor Richard Linklater. Uma aparição de estrela. No entanto, se é para ser estrela em aparição, Willis resolve levar a sério. E levar a sério essa participação significa "roubar a cena". A expressão andou sendo tão surrada nas mãos de escribas pautados por slogans vazios que não parece significar mais nada para além de uma "interpretação show". Porém, quando há o show de interpretação, não há roubo. O show é a cena. Roubar a cena tal qual faz Willis é adaptar a cena à sua interpretação, jamais a interpretação à cena, e encaminhá-la para um tom e uma direção dados menos pela situação e mais pelo ator. Em outras palavras, ao terminar a cena, o que aconteceu, nela, foi só o "roubo". Tais momentos, tal qual esse de Willis, parecem à parte, como se fossem de outro filme, porque o ator, naqueles segundos ou minutos, é um filme em si.
3) Catalina Sandino Moreno estreou com Maria Cheia de Graça (2004), pelo qual foi indicada ao Oscar, e apareceu depois disso em outros seis filmes em três anos. Tendo ganho visibilidade com o primeiro trabalho, na pele de uma colombiana em atividade ilegal nos EUA, esse tipo de personagem parece ter pautado sua curta carreira. No episódio de Walter Salles e Daniela Thomas em Paris Te Amo, ela é a imigrante latina na França. Em Fast Food Nation, uma imigrante ilegal nos EUA. Curiosamente, Catharina ainda não trabalhou, até o momento, com nenhum diretor de seu país, a Colômbia, tampouco com realizadores da América hispânica. Suas atuações foram dirigidas por três americanos, dois brasileiros e por um espanhol. É uma latino-americana transnacional, mas, sempre, vivendo as agruras de mulheres latinas no mundo
terça-feira, 4 de setembro de 2007
esboço zero
desordem na ordem
por enquanto,
nada mais
ou melhor, uma lembrança
criaturas que nasciam em segredo, de chico teixeira
filme que ama
ama pequenos
amor grande
por enquanto,
nada mais
ou melhor, uma lembrança
criaturas que nasciam em segredo, de chico teixeira
filme que ama
ama pequenos
amor grande
o autor
falar de filmes sem a senha dos autores para nos mediar
sem com a senha dos autores para retornar em palavras
por que não uma política do tempo histórico?
bug pelo viés de 2007, não do friedkin anos 70
pelo que responde, pelo que age e pelo que reage ao mundo, ao cinema e a sensibilidade de hoje
assayas em cahiers dos 80: os autores precedem as obras, mas o tempo histórico precede os autores
um desafio, não a prática
sem com a senha dos autores para retornar em palavras
por que não uma política do tempo histórico?
bug pelo viés de 2007, não do friedkin anos 70
pelo que responde, pelo que age e pelo que reage ao mundo, ao cinema e a sensibilidade de hoje
assayas em cahiers dos 80: os autores precedem as obras, mas o tempo histórico precede os autores
um desafio, não a prática
esboços
desde a segunda metade dos século XVIII
chaves: processo inicial, interrupção no início do processo, resíduos do que não foi, sementes de algo a vir
quem quiser e puder que faça as relações disponíveis
entre os 250 anos de esboços, entre os esboços e as chaves, entre século XVIII e o XXI, entre a crítica e os resíduos, entre os cinema e as sementes
auto-retrato?
tanto quanto os "autos" permitem retratos, tanto quanto os retratos permitem os "autos", tanto quanto uns e outros consistem de uns e outros, de um eu atravessado por nós, de uma primeira pessoa entre a terceira, a segunda e a primeira do plural, de uma apresentação sem re-apresentação
coeurs, de alain resnais, com sua estética e dramaturgia da "cortina de vidro", tem efeito de esboço, mas é "sobre", porque, como esboço, é obra pronta, mas, como obra prima pronta, é sobre esboços, resíduos, incompletudes, interrupções e inícios. Obra pronta, sim, mas não encerrada. Pronta e contínua.
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